sábado, 11 de outubro de 2014

Leishmaniose Visceral Canina (Calazar)

Postado por Amanda Vettori em , , , , | @mundodadinda

O que é Leishmaniose Visceral Canina (Calazar)?


Entenda tudo sobre a Leishmaniose Visceral Canina (Calazar). 


  • Como saber se o seu cachorro desenvolveu leishmaniose? 
  • Existe tratamento par a leishmaniose visceral canina? 
  • O que é Leishmaniose Visceral Canina (Calazar)? 



A Leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose (Doença que é transmitida de animais para as pessoas). A Leishmaniose Visceral Canina afeta pessoas em várias partes do mundo, estando presente em toda a América do Sul, sendo que 90% dos casos registrados estão no Brasil, está presente também no Sul Europeu, na África do Norte e Oriente Médio e na China. A Leishmaniose afeta anualmente, cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo e cerca de 3 mil destas pessoas estão no Brasil. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Leishmaniose está entre as 6 maiores endemias do planeta. Trata-se de uma doença crônica e caso não seja tratada, pode ser fatal, possui como agente etiológico o protozoário Leishmania donovani chagasi, e é transmitida através da picada da fêmea do mosquito hematófago (que se alimenta com sangue) Lutzomyia longipalpis (conhecido por Mosquito Palha, Birigui ou Flebótomo) contaminado. Por tratar-se de uma zoonose, ou seja, uma doença que é transmitida dos seres humanos para os animais e vice-versa, o governo brasileiro adotou uma medida bastante drástica, com a intenção de dizimar a proliferação da Leishmaniose no país e instituiu que todos os animais acometidos pela Leishmaniose devam ser sacrificados. Leishmaniose Visceral Canina. (Calazar) Leishmaniose Visceral Canina. (Calazar)

Como é que se pega Leishmaniose (Calazar)? 


Curiosamente, a Leishmaniose não afeta a população de gatos, no entanto, os cães, dentre todos os animais domésticos, são os animais mais prejudicados pela doença, sendo os principais alvos do protozoário Leishmania donovani chagasi. O nome veterinário dado a esta doença é Leishmaniose Visceral Canina. O cachorro é considerado um importante disseminador da doença, devido a sua proximidade com o homem. No entanto, outros animais, tanto domésticos quanto silvestres, podem servir de hospedeiros intermediários desta doença. Outro dado curioso é que é impossível pegar Leishmaniose através do contato direto com esses animais. O contágio da Leishmaniose, como já vimos anteriormente ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”. Muito se fala a respeito do contágio e da disseminação da Leishmaniose. Infelizmente para nós proprietários de cães, o cachorro é apontado como o grande responsável pela propagação da Leishmaniose. No entanto, como acabamos de citar, o papel do cachorro neste cenário, é apenas o de hospedeiro da doença, da mesma maneira que acontece com as pessoas. Infelizmente, devido a desinformação, a respeito da Leishmaniose Visceral Canina, a grande maioria dos proprietários de cães no Brasil, acabam seguindo a cartilha do governo brasileiro sobre este assunto e terminam sacrificando seus cães sem ao menos tentar o tratamento.

O alvo do governo brasileiro deveria ser o mosquito flebótomo e não o extermínio de animais inocentes. De acordo com o Ministério da Saúde, quando uma pessoa é diagnosticada com Leishmaniose, a Vigilância Sanitária deve seguir algumas medidas de controle, como investigar as pessoas da região, a fim de verificar se existem pessoas contaminadas e tratá-las de maneira precoce. 
No entanto, a primeira medida a ser adotada pelo governo ao constatar um caso da doença em pessoas, é não apenas o recolhimento e extermínio em massa de cães de rua, mas também o extermínio de animais domésticos. Outro grande absurdo é que os métodos que são utilizados para fazer o diagnóstico da doença, não são precisos, ou seja, se o cachorro tem alguma outra enfermidade e o resultado do exame der um falso positivo, o governo não realiza um segundo exame para confirmar se há ou não a presença do protozoário Leishmania donovani chagasi. O que é mais desesperador em tudo isso é que nenhum controle contra o mosquito transmissor da Leishmaniose é realizado. E o motivo que o governo alega para que não haja investimento com dedetização, vacinas e utilização de repelente é financeiro.

A vacina e as coleiras de deltametrina, são indicadas pela Organização Mundial de Saúde para o controle da Leishmaniose Visceral, e obviamente não são adotadas pelos serviços públicos de saúde brasileiros e por sofrem taxações de impostos absurdas, torna a utilização destes produtos inviável para grande maioria das pessoas. A Leishmaniose Visceral Canina tem tratamento. O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina não é proibido, mas, como já você sabe, as políticas nacionais de saúde pública determinam que os animais infectados devem ser sacrificados, inclusive este assunto foi palco de grandes polêmicas, principalmente em regiões endêmicas, como já vimos mais acima, é adotado o sacrifício de inúmeros cães, sem ter a certeza do diagnóstico positivo da Leishmaniose. Para alguns a doença não tem cura, mas podem ter os sintomas amenizados com medicação humana de valor muito alto, para outros tem cura com medicamentos manipulados de forma barata.

É importantíssimo frisar que a Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da Leishmaniose Visceral Canina (LVC). A decisão pela eutanásia em cães no Brasil é uma medida exclusiva do Ministério da Saúde, totalmente contrária a decisão dos governos de outros países, como o da Espanha, Itália, França e Alemanha que tratam seus cães.

Leia este artigo na íntegra no Blog do Cachorro

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